POEIRAS MINERAIS – METODOLOGIA

P - Qual metodologia a ser utilizada na avaliação de poeiras minerais ?

R - Para as poeiras minerais, a caracterização ou não da insalubridade, deverá ser realizada por análise quantitativa de substâncias que, em função de sua natureza (origem e composição), possam nelas estar presentes. Assim, são fixados limites de tolerância para o Manganês (5 mg/m³), para fibras de Asbestos (2,0 fibras/cm³) e para poeiras que contém Sílica Livre Cristalizada.

No caso específico de poeiras que possam conter Sílica Livre Cristalizada, a Norma Regulamentadora (NR-15) não estabelece um limite para Sílica Livre Cristalizada e sim uma fórmula para o cálculo do Limite de Tolerância (L.T.) da poeira em questão (poeira a ser quantificada), em função de seu teor de Sílica Livre Cristalizada.

A metodologia usual e mais corrente (não especificada na NR-15), é a determinação gravimétrica do particulado amostrado em filtro membrana (determinação da massa em mg) e o teor de Sílica Livre Cristalizada presente nesta massa (Métodos NIOSH 0500 para Poeira Total, NIOSH 600 para Poeira Respirável e NIOSH 7602 para determinação de Sílica Livre Cristalizada).

Para o particulado amostrado como Poeira Total (Respirável e não respirável), deverá ser aplicada a fórmula (1) e para os amostrados como Poeira Respirável (uso de seletor específico na NR-15) a fórmula (2), onde Quartzo significa Sílica Livre Cristalizada.

(1) Poeira Total
LT= 24 (mg/m³)
% quartzo + 3

(2) Poeira Respirável
LT= 8 (mg/m³)
% quartzo + 2

O item 1 do anexo n.º12, da NR-15, estabelece como opção a determinação do Limite de Tolerância para particulados amostrados por meio de impactador (impinger) no nível da zona respiratória e contadas pela técnica de campo claro. Entretanto, esta metodologia praticamente está abandonada no estágio atual da tecnologia científica, devido dificuldades de amostragens e erros analíticos induzidos.